Viva os cabeças brancas!

Quem pratica a corrida sabe que este é um esporte que não tem idade. Tenho 37 anos e há 8 comecei a correr. No meu caso, o que me fez buscar o esporte foi um susto, quando descobri que tinha hipertensão arterial. Fator genético, não tinha muito o que fazer além de dar mais atenção à saúde.

Creio que como a maioria, iniciei sem muita pretensão, na esteira de uma academia. No início só caminhava. Depois de algum tempo comecei a intercalar caminhada e corrida; e depois, só corrida. Nos primeiros meses achava o máximo quando conseguia completar 3Km, mas terminava quase colocando os pulmões para fora. Na mesma academia, havia uma senhora que corria sempre no mesmo horário que eu (sim, ela corria). Na época não tive coragem de perguntar, mas com certeza ela já passava dos 60 anos e, enquanto eu quase morria para completar 3Km, olhava para o lado e a via fazendo 5, 7 ou 10Km! “Não é possível!”, eu pensava, “Tenho que alcançar essa mulher!”.

Elderly couple jogging

Com o tempo fui ganhando condicionamento físico, aumentando as distâncias e diminuindo os tempos. Hoje prefiro as provas de 10 e 21Km. E sempre que participo dessas provas dou uma atenção especial aos “cabeças brancas” (apelido carinhoso e respeitoso que dei às senhoras e aos senhores de cabelos todos brancos que encontro). E digo uma coisa: Não importa a prova, a distância, o lugar, o clima, e nem a minha velocidade: sempre os vejo! Com que frequência? O tempo todo! Pode ser no primeiro ou no último quilômetro, nas provas ou nos treinos, de manhã ou à noite, eles sempre estarão lá!

Em minha última meia-maratona, fiquei muito feliz ao completar a prova em 2 horas (cravadas), afinal, era uma prova com muitas subidas e com uma certa dificuldade (bom, essa foi a minha impressão). Conversando com um amigo depois da prova, ele me apresentou uma senhora, amiga dele, que tinha acabado de completar o mesmo trajeto. “Hoje corri bem tranquila, sem forçar muito, fiz em 2 horas e 13 minutos”, disse ela. Sua idade? 73 anos. O dobro da minha. Ai, ai, ai… Não sabia se me escondia, se falava “É mentira!”, se pedia um autógrafo ou tirava uma selfie com ela!

Brincadeiras à parte, no fundo, espero um dia poder chegar neste que acredito ser o ponto mais gratificante de uma vida dedicada ao esporte: Ser um “cabeça branca” com disposição  e condicionamento físico para se manter ativo, quer seja correndo, pedalando, ou fazendo qualquer tipo de esporte! Viva os cabeças brancas!

Dirceu Cardoso
blog@lojaprime.com.br

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