Pedalar Sempre…

Pedalar é preciso… Frase chavão, mas para mim, a mais pura verdade. Beirando os 60, aposentado e com 15kg acima do IMC, não me restou muita opção a não ser investir em atividade física. Pensei em várias modalidades. Algumas são monótonas, outras causam danos irreversíveis com seus fortes impactos, para vários exercícios já não tenho mais idade e outros hobbys ou necessidades exigem alto investimento.

Por que não bicicleta?

Há alguns anos, com incentivo de amigos, tirei o pó da bike e comecei a acompanhar a turma em pequenos trechos pelas vias curitibanas, e não é que eu fui me apaixonando… Os dias de pedaladas na semana foram aumentando de um para dois, as vezes três, a distância crescendo de 20 para 80 km e tudo isso em apenas alguns meses. Também aumentou assim a minha disposição, o rol de amigos legais (ciclista é gente boa), minha visão e conhecimentos geográficos da região e consequentemente do Brasil e da Europa.

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A paixão foi (e continua) tomando conta. Nas viagens a trabalho ou lazer, geralmente fico um tempo a mais para pedalar e curtir a região. Sentir o local, absorver a rotina, cheirar o dia a dia, é bom demais. Como isso enriquece…

A medida que a resistência, a distância e a velocidade aumentam, me sinto cada vez mais leve, é como se eu fosse poder voar. E eu posso!

Voo nos meus sonhos e na criatividade. A bike se transforma no meu dia de “spa”, em secador de cabelos, bronzeador, psicólogo, aula de canto e meditação, meu “personal trainer” e o melhor de tudo, ao entardecer, ainda me recompensa com uma dor “gostosa” e uma plena sensação de realização e vitória.

Muitas correntes nos aprisionam em jaulas, grades, cadeias, outras nos prendem com autolimitações, nos amarram a nada, e o pior, acreditamos nisso.

“Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem” (Rosa Luxemburgo).

Lamento por aqueles que vivem “presos” a correntes inexistentes, mas que por algum motivo, resolveram se acomodar e fazer nada. Quebre as correntes, viva mais. Bicicleta – essa corrente LIBERTA!

Assista o vídeo abaixo com a entrevista com Egon Robert Enns:

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